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Acusação: PF aponta que 31 pessoas panfletaram para Ibaneis por meio de supostas candidatas 'laranjas' no DF


PF aponta que 31 pessoas panfletaram para Ibaneis por meio de supostas candidatas 'laranjas' no DFFoto: Valter Campanato

Acusação consta em indiciamento por omissão de gastos na prestação de contas das eleições de 2018. Defesa repudia suspeita e afirma que governador 'não pediu ou orientou' que pessoas fizessem campanha para ele.

Por Carolina Cruz, G1 Df - 27/07/2020 - 19:30:06

A Polícia Federal citou, em indiciamento contra o governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha (MDB), que 31 pessoas panfletaram para o então candidato às eleições de 2018, com recurso de supostas candidatas 'laranjas'. Ibaneis é acusado de omissão de gastos durante a campanha.

A informação foi confirmada ao G1 por um dos advogados do governador que acompanha o caso, Cléber Lopes. A defesa do político repudia o entendimento.

Os advogados afirmam que Ibaneis, "enquanto candidato, não era coordenador financeiro da campanha e nem era o dirigente do partido. Portanto ele não foi o responsável pela destinação de recursos" (veja nota na íntegra ao final da reportagem).

Conforme o indiciamento, as 31 pessoas estariam ligadas à campanha de Kadija de Almeida Guimarães. Ela recebeu R$ 573 mil do MDB, mas teve apenas 403 votos.

O documento da Polícia federal cita ainda que Ibaneis teria sido favorecido por panfleteiros de Dolores Moreira Costa Ferreira. À época da campanha, ela recebeu R$ 502 mil do partido e teve 551 votos.

O G1 tenta contato com as duas citadas.

A defesa de Ibaneis afirma que "não há um único depoimento que diga que o governador pediu ou orientou que as pessoas deveriam panfletar para ele" e que "quem repassou os recursos para as ditas candidatas 'laranjas' foi o Partido".

"Depois que o governador passou a ser um candidato com chances reais de ganhar a eleição, pode ter acontecido o efeito rebanho, ou seja, todos aderiram à sua campanha", disse o advogado.

Investigação

Fachada da Superintendência da Polícia Federal em Brasília — Foto: Reprodução/TV Globo

Fachada da Superintendência da Polícia Federal em Brasília — Foto: Reprodução/TV Globo

A suspeita de candidaturas laranjas no MDB foram investigadas em operação da Polícia Federal em maio do ano passado. Na ocasião, a polícia recolheu documentos na sede do partido, em Brasília.

Segundo o juiz eleitoral que expediu os mandados, Luis Martius Holanda Bezerra Júnior, as candidatas receberam "significativos aportes financeiros do MDB, com pequena compra de material de campanha, mas vultosa quantia para pagamento de militância de rua". Ainda de acordo com o magistrado, "ao fim das eleições, [as candidatas] tiveram inexpressiva quantidade de votos".

Depoimentos de pessoas que trabalharam para as campanhas apontavam que o partido realizou um esquema para que parte dos recursos repassado para Dolores Moreira Costa Ferreira e Kadija de Almeida Guimarães fossem devolvidos. Testemunhas afirmam que o dinheiro não teria sido registrado na prestação de contas.

O indiciamento foi apresentado em fevereiro deste ano. O caso ainda deve ser analisado pelo Ministério Público e depois julgado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-DF).

As prestações de contas da campanha de Ibaneis e das duas candidatas suspeitas de atuarem como laranjas foram aprovadas pelo TRF-DF.

PF indicia Ibaneis Rocha por usar laranjas como candidatas para ocultar gastos da campanha

O que diz a defesa do governador Ibaneis

"O agora Governador, enquanto candidato, não era coordenador financeiro da campanha e nem era o dirigente do partido. Portanto ele não foi o responsável pela destinação de recursos para os inúmeros candidatos da coligação. Mais, quem repassou os recursos para as ditas candidatas "laranjas" foi o Partido. Assim, seria impossível ao candidato a governador saber do dia-a-dia da campanha. Por fim, depois que o governador passou a ser um candidato com chances reais de ganhar a eleição, pode ter acontecido o efeito rebanho, ou seja, todos aderiram à sua campanha. O governador está absolutamente tranquilo de que esse caso será esclarecido pelo Ministério Público Eleitoral e pela Justiça Eleitoral."


Informações do G1-DF


Tradução inglês:
The Federal Police cited, in an indictment against the governor of the Federal District Ibaneis Rocha (MDB), that 31 people leaflets for the then candidate for the 2018 elections, with the appeal of alleged 'orange' candidates. Ibaneis is accused of omitting spending during the campaign.

The information was confirmed to G1 by one of the governor's lawyers who accompanies the case, Cléber Lopes. The defense of the politician rejects the understanding.

The lawyers claim that Ibaneis, "as a candidate, was not the campaign's financial coordinator nor was he the party's leader. So he was not responsible for the allocation of resources" (see full note at the end of the report).

According to the indictment, the 31 people would be linked to the campaign by Kadija de Almeida Guimarães. She received R $ 573 thousand from the MDB, but had only 403 votes.

The Federal Police document also states that Ibaneis was said to have been favored by pamphlets by Dolores Moreira Costa Ferreira. At the time of the campaign, she received R $ 502 thousand from the party and had 551 votes.

G1 tries to contact the two mentioned.

The defense of Ibaneis states that "there is not a single testimony that says that the governor asked or advised that people should pamphlet for him" and that "the party who transferred the funds to the so-called 'orange' candidates was the Party".

"After the governor became a candidate with a real chance of winning the election, the herd effect may have happened, that is, everyone joined his campaign," said the lawyer.
The suspicion of orange candidacies in the MDB was investigated in a Federal Police operation in May last year. At the time, the police collected documents at the party's headquarters in Brasilia.

According to the electoral judge who issued the warrants, Luis Martius Holanda Bezerra Júnior, the candidates received "significant financial contributions from the MDB, with a small purchase of campaign material, but a large amount to pay for street militancy". Also according to the magistrate, "at the end of the elections, [the candidates] had an insignificant number of votes".

Testimonies from people who worked for the campaigns pointed out that the party put in place a scheme so that part of the funds transferred to Dolores Moreira Costa Ferreira and Kadija de Almeida Guimarães were returned. Witnesses say the money would not have been accounted for.

The indictment was filed in February this year. The case must still be analyzed by the Public Prosecutor's Office and then judged by the Regional Electoral Court (TRE-DF).

The accountability of the Ibaneis campaign and the two candidates suspected of acting as oranges were approved by the TRF-DF.

PF indicting Ibaneis Rocha for using oranges as candidates to hide campaign spending

What the defense of Governor Ibaneis says
"The now Governor, as a candidate, was not the campaign's financial coordinator, nor was he the party leader. Therefore, he was not responsible for allocating resources to the countless candidates in the coalition. Furthermore, who transferred the resources to the said candidates" oranges "was the Party. Thus, it would be impossible for the candidate for governor to know the day-to-day of the campaign. Finally, after the governor became a candidate with real chances of winning the election, the herd effect may have happened , that is, everyone joined his campaign. The governor is absolutely at peace that this case will be clarified by the Public Electoral Ministry and by the Electoral Justice. "



G1-DF information

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