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Integrante do PCC que carbonizou rival do CV em carro é condenado a 18 anos de prisão


Ele foi morto no "tribunal do crime" após desentendimento entre facções criminosas


Danielle Errobidarte on 16h19 - 07/10/2020

Foi julgado nesta quarta-feira (7) pelo assassinato de Edgar Nunes da Silva, Paulo Henrique da Silva Lemes, membro da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital). Ele foi condenado a 18 anos de prisão por homicídio duplamente qualificado, por motivo torpe e recurso que impossibilitou a defesa da vítima. Edgar seria membro de outra facção criminosa, o Comando Vermelho. A determinação é do juiz Aluízio Pereira dos Santos, da 2ª Vara do Tribunal do Juri.


O crime

No dia 16 de novembro de 2018, Edgar Nunes da Silva foi até uma residência onde estava Paulo Henrique e mais três integrantes do PCC (Primeiro Comando da Capital) para prestar esclarecimentos sobre um desentendimento entre eles.

Edgar havia publicado em uma rede social, foto com um símbolo característico da facção rival Comando Vermelho. Ele já havia contado à família que vinha sendo ameaçado de morte. Ele foi amarrado, mantido em cárcere privado e morto com golpes de faca.

Após isso, Paulo Henrique e os outros membros levaram o corpo de Edgar para um terreno baldio na favela Cidade dos Meninos e atearam fogo em um Fiat Uno no qual estava Edgar.

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